Dejá é um projeto que surge da necessidade de investigar as raízes e motivações da região do Vale do Paraíba, onde residimos. 

O Vale do Paraíba é lar de nossas primeiras referências, é onde nossa família, cada uma de jeito diferente, fez morada. Um vale rodeado pelas montanhas azuis da serra da Mantiqueira, e é berço de uma preciosa cultura popular, a qual nos encanta.

O projeto tem inicio em um estudo breve, que resultou em um mapa da cidade de São José dos Campos, através do festival Identidades UNIVAP, onde criamos uma bandeira reunindo os símbolos joseenses, utilizando bordado, pintura e costura simples sobre estandarte.

Parte do processo de criação do mapa nos indagou a buscar mais, saber histórias, ouvir causos e conhecer pessoas. 

Unindo esse gosto que temos pelas manualidades singelas e a vontade de esmiuçar os caminhos e personas vale-paraibanos, o projeto toma a forma de "Diário de bordo", onde registramos cenas que nos atravessaram na andança nesse território que vivemos. 

Partindo desse principio, Dejá nasce sendo um projeto mutável de acordo com as nossas necessidades e vontades diante das nossas histórias.

motivos e origens

Areias, Jambeiro, São Francisco Xavier e São José dos Campos, cidades que em comunhão fazem parte da nossa formação

Infâncias marcadas por cotidianos simples, que não fogem ao que nos brilham aos olhos até os dias de hoje. As motivações pessoais e profissionais que nos embarcam e emocionam são claras e correspondem as nossas raízes. Ambas cresceram em ambientes saudáveis, marcados sim por muita conquista de nossos genitores, que não tiveram a mesma sorte que nós. Pois nunca nos foi negado oportunidade de idealizar e rabiscar nossos futuros. Motivos esses que nos levaram a lugares longinquamente perto do que nos formou: genuinidade, gentiliza e vontade incessante de descobrir.

" Vive em minhas memorias as grandes festas na casa de Vó Lasinha, em São Francisco Xavier. O exagero da comida e a preparação/comunhão, partilha sincera. As curvas sinuosas até a chegada... Mais tarde, as comemorações no quintal, em uma casa simples que ainda é residencia de meus avós no bairro São Judas Tadeu, as comemorações são de fato o que ocupa boa parte de minhas memórias, o que ficou de mais feliz de uma infância digna de uma adulta saudosista." Natane Espindola


"Minha paixão pelo Vale, vem de um misto de lembranças do meu avô Zé Siqueira, homem simples, valeparaibano nato, que desbravava as cidades e as registrava com sua câmera analógica, essa andança virou um álbum recheado, que esmiúço e me vejo em cada pedacinho. E da minha vivencia de 3 anos com um grupo de artesãs chamado, Artesãs de São Silvestre, as quais trabalham de uma forma lúdica e de registro, a temática da cultura popular valeparaibana misturada com as memorias de cada uma." Isabella Siqueira


Entendemos, juntas, que nossos interesses e anseios são comuns, a nós mesmas, e a muitos que desfrutaram e desfrutam desse lugar afetivo, que é um lar singelo. O verdadeiro que nos comove, é a honestidade ordinária do cotidiano, que felizmente se faz presente na rotina vale-paraibana. 

Dejá é esse todo, é vontade, curiosidade, deslumbre e certa inocência em ver e viver mais memórias, do nosso vale.